Foi com os cabelos úmidos e presos em coque que Patrícia Poeta foi encontrada pelo Estado na redação do Jornal Nacional, ali no bairro carioca do Jardim Botânico, para sua primeira entrevista como titular da bancada do noticiário mais visto do País. Isso foi por volta das 13 horas da quinta-feira, pouco antes de posar para a foto acima, já maquiada. No figurino, saia preta de poás na altura do joelho, camisa clara, colar Chanel e sapatos de saltos baixos.
De voz e gestos contidos, Patrícia muito pouco se parece com a mulher que desfilava certo glamour toda noite de domingo na tela da Globo, durante os últimos cinco anos, no Fantástico. Tampouco lembra a figura segura que desde terça faz par com William Bonner, no lugar onde antes se sentava a mulher dele, dona Fátima Bernardes. "Sou muito tímida", diz a gaúcha de São Jerônimo, 35 anos, mãe de Felipe ("o Pipo"), de 9 anos, e mulher de Amauri Soares, 45, diretor de eventos e projetos especiais da TV Globo.
Circulamos pelos corredores da Globo rumo a um restaurante vizinho à sede da emissora. No caminho, Patrícia dá um oi aqui, outro ali, sempre a manter alguma discrição. À mesa, procura um lugar fora do alvo do ar-condicionado. Para beber? Queria um suco, mas a garçonete informa que "estamos sem suco". Assim, vai de Guaraná diet. "Sem gelo", por favor. Ah, sim, e uma lasanha. Lasanha? Pois é. Dona de silhueta que nem o efeito de engorda da TV é capaz de ferir, Patrícia está podendo.
Você diz que é tímida. Não combina com a imagem da tela.
Sou tímida. Não gosto de ficar falando de mim, realmente não gosto dessa coisa meio celebridade... Gosto de fazer o meu trabalho. Gosto, na rua, quando as pessoas têm um respeito pela notícia que a gente deu ou o programa que a gente faz e vêm falar daquilo. Disso eu gosto, mas ficar dando muita entrevista... Pra falar de mim? Não gosto.
. Veja a entrevista na íntegra.
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