Marco Carvalho - repórter
Treze dias após o registro da maior fuga da história do Rio Grande do Norte - quando 41 criminosos retornaram à sociedade -, os detentos provaram novamente a fragilidade da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Seis presos escaparam por túnel escavado do pavilhão 1 da unidade durante a madrugada de ontem. Há uma semana, a direção coordenou uma revista em todo o pavilhão, mas não conseguiu prever a ação criminosa. Nesta quinta-feira, os presos se aproveitaram de uma estrutura previamente escavada - mas incorretamente fechada - de um túnel pelo qual já havia o registro de fugas consolidadas e outras tentativas. Das autoridades públicas vieram novas promessas de "ações rápidas".
Os detentos quebraram a "tampa" de cimento colocada em dos túneis já identificados pela direção do presídio. Eles rapidamente atingiram um túnel com o caminho pronto e cavaram uma nova saída do lado de fora do muro da penitenciária. Joelson Paulino Batista, Alan Dayvison Nunes dos Santos, José Roberto Bernardo, Ricardo Alexandre de Souza, Paulo Eduardo Lopes de Oliveira, e Akceussamerson Silva de Souza foram os que conseguiram alcançar a liberdade de forma ilícita.
De acordo com informações da direção do presídio, a fuga poderia ter sido maior caso não ocorresse a ação do policial militar localizado na guarita. Ele realizou disparos e forçou o retorno de outros detentos para o pavilhão da unidade. No local de saída dos presos havia sinais de premeditação do crime. Roupas, chinelos e um aparelho celular, em uma sacola amarrada à cerca externa, aguardava os homens para auxiliá-los e não serem encontrados pela Polícia Militar.
Confrontado com as informações das recorrentes fugas, o secretário de Justiça, Fábio Luís Monte de Hollanda, preferiu enxergar o lado positivo da ocorrência. "O que aconteceu hoje a sociedade já pode respirar aliviada. A fuga poderia ter sido bem maior. Mas graças à ação do PM da guarita, outros detentos retornaram ao pavilhão", declarou.
O diretor do presídio, tenente-coronel Zacarias Mendonça, disse que já havia mapeados os buracos e repassado às informações à Sejuc. "Mas não houve tempo para que as reformas necessárias fossem executadas", afirmou o diretor.
Para o secretário Fábio Hollanda, a ocorrência se deu exclusivamente por uma questão de infraestrutura física do presídio. "Os agentes, a direção e os policiais cumpriram a sua missão. Agora, vou me reunir com membros do Governo do Estado para discutir o andamento dos pedidos de reforma realizados. A minha vontade era essa: vir para cá, ligar para o engenheiro e pedir providências de infraestrutura", afirmou o secretário da Sejuc.
O pavilhão 1 do presídio de Alcaçuz foi alvo de uma revista no início da manhã de ontem, quando foram encontrados 24 aparelhos celulares, 30 chips telefônicos, 10 facas artesanais, dois litros de uísque e quantidades de maconha.
Fonte: http://tribunadonorte.com.br
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