Por: Milton Coelho da Graça
Um espantoso estudo da consultoria Austin Rating é divulgado hoje pelo jornal O Globo: A taxa Selic de juros vem sendo reduzida pelo Banco Central, mas os lucros dos bancos estão crescendo. Desde que o Brasil se tornou independente, a taxa máxima de juros admitida era de 12% ao ano. Qualquer coisa acima disso era considerada “agiotagem”.
Um espantoso estudo da consultoria Austin Rating é divulgado hoje pelo jornal O Globo: A taxa Selic de juros vem sendo reduzida pelo Banco Central, mas os lucros dos bancos estão crescendo. Desde que o Brasil se tornou independente, a taxa máxima de juros admitida era de 12% ao ano. Qualquer coisa acima disso era considerada “agiotagem”.
Uma manobra constitucional esperta permitiu em 1988 que “instituições financeiras” ficassem fora da “lei de usura”. E, aí, os bancos passaram a cobrar os juros extorsivos que conhecemos, especialmente nos cartões de crédito.
O “spread” médio dos bancos anda hoje na casa dos 28% (“spread” é jargão financeiro de “margem” entre o custo pago pelos bancos a seus depositantes e o quanto eles cobram aos devedores). Mas, segundo o estudo da Austin e a reportagem de O Globo, “a fatia para o caixa dos bancos subiu de 29,64% para 32,73%”.
Panorama atual dessa usura legal: 11,4% das operações com cheque especial, 5,5% das operações de crédito pessoal, 5% dos financiamentos de veículos e 14% das vendas a prazo de outros bens, estão com atrasos superiores a 90 dias.
O “spread” médio dos bancos anda hoje na casa dos 28% (“spread” é jargão financeiro de “margem” entre o custo pago pelos bancos a seus depositantes e o quanto eles cobram aos devedores). Mas, segundo o estudo da Austin e a reportagem de O Globo, “a fatia para o caixa dos bancos subiu de 29,64% para 32,73%”.
Panorama atual dessa usura legal: 11,4% das operações com cheque especial, 5,5% das operações de crédito pessoal, 5% dos financiamentos de veículos e 14% das vendas a prazo de outros bens, estão com atrasos superiores a 90 dias.
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